quarta-feira, 10 de março de 2010

Como o pensamento de Maquiavel se aplica ao que ocorre no PSDB hoje

Hoje quero comentar um pouco sobre essa lastimável hesitação no meio tucano a respeito da candidatura José Serra. 

Digo lastimável porque  percebe-se que a máxima de Maquiavel, "dividir para reinar", se aplica com perfeição ao que acontece no PSDB.

No momento em que o partido possui duas fortes polarizações de poder, isso divide forças, enfraquece o candidato majoritário e abre uma ótima oportunidade para o candidato do governo, ou melhor a candidata.

Talvez nem o melhor  estrategista governista pudesse ter "maquinado" uma estratégia tão eficaz de minar a campanha de Serra::dividir o partido internamente,colocar em campos opostos forças internas e. desta forma, perder sinergia.

Por mais que seu parceiro mineiro tenha aberto mão da candidatura, ficou claro semana passada que não abriu mão da polarização. Ou algum ingênuo crê que aquela multidão gritando "Äécio Presidente" não estava repleta de cabos eleitorais dele, propositalmente orientados a engrenar aquele constrangedor coro, sob o olhar incrédulo de José Serra?

Como se não bastasse, um grão-duque do PSDB nordestino ainda fez questão de frisar que "seu nome não estaria à disposição para ser vice na chapa de Serra".

Como amigos como esse, não há porque ter inimigos.


sexta-feira, 5 de março de 2010

Que boa notica o STF nos deu ao não conceder a liberdade ao sr Arruda.

Que boa notica o STF  nos deu ao não conceder a liberdade ao sr Arruda.

Como é bom receber um sopro de sensatez vindo da mais alta casa do Judiciário.

Fico imaginando o sentimento de decepção que traria à população se, ao invés de mantê-lo preso, o STF decidisse por sua liberdade.

Com certeza, o STF refletiu a voz do povo, daqueles que trabalham e pagam (muitos) impostos e que foram ofendidos com as imagens do dinheiro farto sendo colocado em meias.

Que o sr Arruda amargue muitos anos na prisão.

Sabemos que não é essa a tradição em nosso país, mas torcemos que estejamos presenciando uma mudança histórica..

Nós merecemos.

terça-feira, 2 de março de 2010

Apropriação indevida de conhecimento: uma praga na web?

Recentemente estive pesquisando algum material na internet para servir de recomendação de leitura  para alunos de um curso via web que estava montando.

Como o curso necessáriamente ocorreria dentro do ambiente web, nada mais natural do que oferecer referências de leitura dentro desse ambiente.

Tudo transcorreu bem nas fiquei impressionado como diversos autores de artigos simplesmente se apropriavam de idéias notóriamente conhecidas no meio do pensamento administrativo e as citavam sem qualquer referência aos autores, na sua maioria consagrados pensadores e teóricos.
 
Fiquei surpreso como diversos profissionais assinavam artigos que básicamente repetiam o senso comum da gestão empresarial e que são amplamente divulgadas na midia especializada e em livros.Não havia pensamento ou releitura naqueles artigos, mas sim uma apropriação de idéias sem nehum pudor ou constrangimento..

O minimo que se poderia esperar é que houvesse uma menção à fonte das informações,mas nem isso havia.

Um leitor leigo nos assuntos da área de gestão poderia, ao ler um desses artigos, achar que estava diante do autor daquelas idéias ou conceitos propostos nos artigos, tamanha a naturalidade com que eram mencionados.

Fiquei mais surpreso ainda que a Direção dos sites que publicam esses artigos  não tenha colocado regras editoriais que impedissem esse tipo de atitude, obrigando os autores a fazer menção às fontes autorais  originais daqueles conceitos.

Uma pena.





domingo, 28 de fevereiro de 2010

Caso João Helio: a imprensa insiste no foco errado

Semana passada, os maiores veiculos de comunicação deram destaque a um dos ex menores que participou do trágico casodo menino João Hélio.

Todos veiculos questionavam a liberação do envolvido e  o sentimento de indignação da população.

O que mais chama atenção   nesse tipo de situação é a incapacidade ( ou desinteresse) dos grandes veiculos de comunicação em focarem no real motivo dessa tragédia.:o  mercado de roubo e receptação de veiculos no Rio de Janeiro.
Esses jovens que roubaram o carro, onde se deu a tragédia do menino João Helio, só o fizeram porque tinham a quem vender o que estavam roubando.

Óbvio.   Não se rouba o que não tem valor. Em nenhum momento, desde a captura dos menores, se aprofundou a investigação para se saber a quem eles queriam vender o veiculo.

E até hoje, a imprensa, como comprova o link compartilhado, trata a questão do roubo, própriamente dito, como um detalhe da tragédia.

Afinal, a quem era endereçada aqiela encomenda? Sabe-se que aqueles jovens não tinham roubado aquele carro para assaltar um banco. Sabe-se que há um mercado paralelo de ferros-velho e oficinas de desmonte no Rio de Janeiro, que por muitos anos teve como simbolo maior a feira de Acari.

Porém a imprensa satisfaz-se em ficar apenas na superficie do tragédia, explorando o aspecto emocional e focando nos "bagrinhos". 

O que falta para haver uma imprensa investigativa que decifre o mercado ao qual esses jovens iam atender ao roubarem o carro? Por que não pegar esse caso de grande repercussão e buscar tentar puxar o fio da meada? 
Para quem eles iam repassar aquele carro?

É uma pena que não tenham  procurado responder essa pergunta.

A nós que pagamos impostos e vivemos de salário, cabe torcer para que não sejamos os próximos a alimentar esse mercado de veiculos roubador e furtados..