Estamos diante do anarquismo cibernético?
A recente notícia da prisão na Espanha de 3 hackers responsáveis pelo ataque ao banco de dados do Playstation da Sony, o qual deixou site 30 dias fora do ar, trouxe à tona maiores detalhes sobre a Anonymous, organização de hackers que atacam empresas e instituições públicas.
Desde o bem sucedido ataque ao site da Playstation, quando foram furtados dados de milhares, ou melhor, centenas de milhares, ou mesmo,quem sabe, milhões de usuários , investigações vinham sendo feitas para localizar os responsáveis.
Não é uma tarefa simples. Esses hackers realizam seus ataques através de computadores “zumbis’,ou seja, computadores de terceiros que são infectados e passam a operar à distância, controlados pelos hackers.
Segundo a polícia espanhola, esses hackers montaram uma estrutura capaz de parar completamente um país, atacando suas estruturas administrativas. A guerra cibernética é, com certeza, a mais perigosa e letal de todas, por possuir um baixo custo e ser capaz de atingir sistemas operacionais de atividades altamente estratégicas, tais como:energia, telecomunicações, centrais de processamento de dados de governos, etc.
A Anonymous aparentemente tem como ideologia o lema “Hay poder,soy contra”. Ela é particularmente ameaçadora por seu perfil anarquista e por não possuir uma organização central, o que dificulta seu extermínio ou anulação. Logo após anúncio da prisão dos 3 integrantes, a entidade enviou comunicado informando que “não se decapita uma serpente sem cabeça”.
Ou seja, a Anonymous não depende de uma ou duas pessoas, sendo constituída por silenciosos e ameaçadores integrantes ao redor do mundo. Um dos temores dos setores de segurança é que esses hackers passem a agir como mercenários, utilizando-se de seu poder destrutivo a quem melhor lhes pague.
A ameaça dos ataques cibernéticos é a maior ameaça à segurança mundial. O poder da Anonymous é muitas vezes mais letal que o da Al Qaeda. Portanto se, em algum momento, a Anonymous e a Al Qaeda unirem-se, aí sim estaremos diante de uma ameaça em escala mundial nunca antes vista na história mundial.
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Algumas considerações sobre a liderança de Bin Laden e Obama
Ao analisarmos Barack Obama e Osama Bin Laden como fenômeno de liderança pode-se observar diversos elementos interessantes.
Osama Bin Laden e seu grupo , com certeza, buscavam oportunidades de infiltração em meio aos levantes árabes de fortes conotações democráticas que varrem o continente africano. Todos temem que hajam incitações da Al Qaeda por trás desses levantes. Porém a súbita morte de Bin Laden, numa bem sucedida operação militar americana, deu-nos a oportunidade de medir com certa precisão o quanto havia de identificação entre esse líder e os muçulmanos.
As reações de indignação popular foram proporcionalmente bastante modestas frente ao tamanho da população muçulmana, grupo religioso que mais cresce no mundo. Ocorreram manifestos, com certeza, mas muito modestos e pontuais, dando-nos a impressão de que o muçulmano não tem tanta identificação com o radicalismo da Al Qaeda.
Cabe destacar que as 2 principais lideranças palestinas, Hamas e Fatah, foram bastante cautelosas quanto ao assunto e não se viu palestinos enfurecidos nas ruas protestando contra a morte do líder da Al Qaeda.
Além disso, em países tradicionalmente muçulmanos como o Egito e a Tunísia, ou mesmo, o Iêmen, não houve grandes protestos de massa. Cabe lembrar o “efeito CNN”, que é expresso por um maior acirramento dos ânimos dos manifestantes toda vez que identificam uma câmera de TV filmando um protesto. Portanto ao ver imagens de protesto na TV,lembre-se do possível efeito CNN potencializando a imagens.
Por outro lado, é curioso observar a leitura corporal de Barack Obama. É nítido seu conforto no cargo que ocupa. Parece sempre relaxado, sabe entrar e sair do protocolo sem perder a naturalidade, de uma forma quase desconcertante. É claro que o recente assassinato de Bin Laden trouxe-lhe mais auto-confiança, mas, definitivamente, se o corpo fala, então o corpo de Obama diz: “I love this job”.
Osama Bin Laden e seu grupo , com certeza, buscavam oportunidades de infiltração em meio aos levantes árabes de fortes conotações democráticas que varrem o continente africano. Todos temem que hajam incitações da Al Qaeda por trás desses levantes. Porém a súbita morte de Bin Laden, numa bem sucedida operação militar americana, deu-nos a oportunidade de medir com certa precisão o quanto havia de identificação entre esse líder e os muçulmanos.
As reações de indignação popular foram proporcionalmente bastante modestas frente ao tamanho da população muçulmana, grupo religioso que mais cresce no mundo. Ocorreram manifestos, com certeza, mas muito modestos e pontuais, dando-nos a impressão de que o muçulmano não tem tanta identificação com o radicalismo da Al Qaeda.
Cabe destacar que as 2 principais lideranças palestinas, Hamas e Fatah, foram bastante cautelosas quanto ao assunto e não se viu palestinos enfurecidos nas ruas protestando contra a morte do líder da Al Qaeda.
Além disso, em países tradicionalmente muçulmanos como o Egito e a Tunísia, ou mesmo, o Iêmen, não houve grandes protestos de massa. Cabe lembrar o “efeito CNN”, que é expresso por um maior acirramento dos ânimos dos manifestantes toda vez que identificam uma câmera de TV filmando um protesto. Portanto ao ver imagens de protesto na TV,lembre-se do possível efeito CNN potencializando a imagens.
Por outro lado, é curioso observar a leitura corporal de Barack Obama. É nítido seu conforto no cargo que ocupa. Parece sempre relaxado, sabe entrar e sair do protocolo sem perder a naturalidade, de uma forma quase desconcertante. É claro que o recente assassinato de Bin Laden trouxe-lhe mais auto-confiança, mas, definitivamente, se o corpo fala, então o corpo de Obama diz: “I love this job”.
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