Recentemente realizei um treinamento de vendas para uma equipe de técnicos de uma importante entidade federativa na área de comércio exterior.
Reunia profissionais de todo pais e foi uma oportunidade enriquecedora de ver o quanto os fundamentos de atendimento e vendas podem ser aplicados em qualquer mercado e, em particular, no comércio exterior.
Como consultor e instrutor, já tive a oportunidade de trabalhar com diferentes mercados.Desde hopitais a clinicas de estética, passando por corretoras de seguro, supermercados, industrias,distribuidoras, etc.
Cada um traz sua riqueza e diversidade, mas trabalhar um mercado em que os fatores de mudança estão em pleno vigor foi muito interessante.Fala-se sempre em mudanças de paradigmas porém a velocidade de mudança é bem diferente de setor para setor.
Ter a oportunidade de ter uma turma de profissionais que estão vivendo plenamente o desafio de mudar para se adaptar às novas demandas de mercado é bastante enriquecedor.
Perceber que, como instrutor, você está trazendo novos insights, novas maneiras de enxergar a forma de se relacionar com os clientes traz a satisfação do dever cumprido e te faz se sentir um agente positivo da mudança.
Construir conhecimento aplicável e transformador de realidades é, com certeza, uma das grandes motivações de um treinador de equipes.
sábado, 15 de maio de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
Um depoimento de um supervisor de operação após minha palestra
A cada palestra que realizo, reafirma-se minha certeza de que há uma enorme carência de educação para o trabalho no brasileiro.
Finda a palestra realizada numa importante empresa do segmento de logistica, se aproximou de mim um supervisor de equipes.Já estou acostumado com esse tipo de situação: ao final das palestras, é comum profissionais se aproximarem para comentar algo que vivenciam e que se encaixa no que apresentei durante a exposição.
No caso desse supervisor, o comentário foi em relação à ausência de cultura de planejamento no brasileiro e como isso afeta o dia a dia dos gestores.
"Você descreveu minha realidade", disse ele. "Meus funcionários não têm nehum preparo no que diz respeito à planejamento de tarefas e organização pessoal.Eles até têm dominio técnico,sabem executar as tarefas mas têm uma grande lacuna na habilidade de planejamento e organização de seu tempo e das tarefas."
"Isso me fez perceber que além de treiná-los em suas tarefas, tenho que treiná-los também a saberem se planejar e se organizar.Muitas vezes percebo, no dia a dia, que a maneira como executam suas tarefas é menos produtiva por não possuirem uma mentalidade de planejamento", comentou o supervisor.
Para que o leitor se situe, estamos falando da área operacional de uma empresa de logistica, portanto se você pensa que o problema acima descrito é só uma questão de recrutamento e seleção, pode ser que você esteja bem enganado.
A propósito, como de costume, não mais do que 10% dos que assistiam a palestra usavam agenda pessoal no dia a dia.
Reflita sobre isso e até nossa próxima mensagem.
Finda a palestra realizada numa importante empresa do segmento de logistica, se aproximou de mim um supervisor de equipes.Já estou acostumado com esse tipo de situação: ao final das palestras, é comum profissionais se aproximarem para comentar algo que vivenciam e que se encaixa no que apresentei durante a exposição.
No caso desse supervisor, o comentário foi em relação à ausência de cultura de planejamento no brasileiro e como isso afeta o dia a dia dos gestores.
"Você descreveu minha realidade", disse ele. "Meus funcionários não têm nehum preparo no que diz respeito à planejamento de tarefas e organização pessoal.Eles até têm dominio técnico,sabem executar as tarefas mas têm uma grande lacuna na habilidade de planejamento e organização de seu tempo e das tarefas."
"Isso me fez perceber que além de treiná-los em suas tarefas, tenho que treiná-los também a saberem se planejar e se organizar.Muitas vezes percebo, no dia a dia, que a maneira como executam suas tarefas é menos produtiva por não possuirem uma mentalidade de planejamento", comentou o supervisor.
Para que o leitor se situe, estamos falando da área operacional de uma empresa de logistica, portanto se você pensa que o problema acima descrito é só uma questão de recrutamento e seleção, pode ser que você esteja bem enganado.
A propósito, como de costume, não mais do que 10% dos que assistiam a palestra usavam agenda pessoal no dia a dia.
Reflita sobre isso e até nossa próxima mensagem.
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terça-feira, 30 de março de 2010
O que o caminho de Obama nos ensina
As lições trazidas pelas atitudes de Obama são um veradeiro elixir para aquelea que acreditam num modelo participativo de gestão.
A forma como age preocupado com as pessoas,seja na defesa da reforma da saúde, seja ao deixar claro que Cuba só seguirá isolada se quiser.
A forma tranquila e livre de ego com que não se importa em se curvar e reverenciar o imperador japonês, para surpresa do próprio.
Ao mesmo tempo, a firmeza de atitudes e a continuidade de seu propósito de ação nos remete aos desafios que um gestor vive.
Ao mostrar para o mundo que é possivel se governar uma nação com um estilo aberto,franco, amigável porém assertivo, Obama deixa um recado para todos.
Se ele pode, como posso seguir seu exemplo dentro de meu "microcosmo gerencial"?
Ou seja, dentro do grupo de pessoas que comando e influencio.Como substituir o discurso da arrogância e prepotência pelo discurso da participatividade e do direito à opinião?
Como fazer com que a mediação e negociação vençam sobre o conflito e a intolerância?
A exemplo do que acontece com Obama, as boas intenções não agradarão a todos, que o digam os republicanos, mas vale a pena.
A forma como age preocupado com as pessoas,seja na defesa da reforma da saúde, seja ao deixar claro que Cuba só seguirá isolada se quiser.
A forma tranquila e livre de ego com que não se importa em se curvar e reverenciar o imperador japonês, para surpresa do próprio.
Ao mesmo tempo, a firmeza de atitudes e a continuidade de seu propósito de ação nos remete aos desafios que um gestor vive.
Ao mostrar para o mundo que é possivel se governar uma nação com um estilo aberto,franco, amigável porém assertivo, Obama deixa um recado para todos.
Se ele pode, como posso seguir seu exemplo dentro de meu "microcosmo gerencial"?
Ou seja, dentro do grupo de pessoas que comando e influencio.Como substituir o discurso da arrogância e prepotência pelo discurso da participatividade e do direito à opinião?
Como fazer com que a mediação e negociação vençam sobre o conflito e a intolerância?
A exemplo do que acontece com Obama, as boas intenções não agradarão a todos, que o digam os republicanos, mas vale a pena.
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quarta-feira, 17 de março de 2010
Como o fator politico impacta na estratégia das empresas: caso emenda Ibsen
A recente aprovação na Câmara dos Deputados da brutal dimunição dos royalties para o estado do Rio de Janeiro é uam demonstração clara de como o elemento politico pode impactar no planejamento estratégico de uma empresa.
Se alguém há 1 ano atrás colocasse em seu cenário uma ameaça dessa ordem, certamente seria chamado de, no minimo, um pessimista contumaz.
Porém, eis que agora nos vemos nas mãos de senadores, do presidente Lula e do STF. Isso supondo que a emenda passará pelo Senado e cairá no colo de Lula em ano de eleição. ( a qem agradar, a 1 estado ou a todos os demais?)
Gostaria de saber se algum estrategista, de qualquer uma dessas agências de risco que constroem cenários, teve a clarividência de imaginar a situação que o estado do Rio está vivendo nesse momento.
Seria cômico se não fosse trágico.
Se alguém há 1 ano atrás colocasse em seu cenário uma ameaça dessa ordem, certamente seria chamado de, no minimo, um pessimista contumaz.
Porém, eis que agora nos vemos nas mãos de senadores, do presidente Lula e do STF. Isso supondo que a emenda passará pelo Senado e cairá no colo de Lula em ano de eleição. ( a qem agradar, a 1 estado ou a todos os demais?)
Gostaria de saber se algum estrategista, de qualquer uma dessas agências de risco que constroem cenários, teve a clarividência de imaginar a situação que o estado do Rio está vivendo nesse momento.
Seria cômico se não fosse trágico.
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quinta-feira, 11 de março de 2010
Educação para o trabalho nas classes C e D
Um dos fatos que mais me chama a atenção na cultura brasileira é como falta educação para o trabalho nas classes C e D.. Quando refiro- me à educação para o trabalho, refiro-me especificamente à falta de senso de organização e prioridades, à dificuldade de organizar suas atividades de forma produtiva, à desorganização no trato com as finanças pessoais ou mesmo ao desconhecimento de se usar uma agenda para anotar seus compromissos.
Me pergunto, às vezes, se as grades de ensino das escolas públicas não estão mal concebidas, deixando de ensinar conceitos que realmente deveriam ser ensinados. Enquanto no Japão se ensina o método do 5S de qualidade nas escolas, aqui entupimos os alunos com uma série de decorebas que , salvo raras exceções, não serão aplicadas na vida prática.
Por que não se criar uma disciplina chamada “educação para o trabalho”, a ser ensinada lá pela sétima ou oitava série, já preparando o aluno para a realidade de trabalho que , em breve , baterá a sua porta.. Lembrando que jovens da classe C e D costumam ingressar mais cedo no mercado de trabalho, do que os das classes A e B.
Que dizermos então dos jovens da classe E, literalmente empurrados para o trabalho desde cedo e que aprendem nos sinais de trânsito e nas ruas a matemática da vida.
Quem acaba realizando esse papel educador são as empresas, verdadeiras universidades de educação para o trabalho, as quais se apresentam nas mais diferentes nuances. Caberá ao individuo ter a sorte de ter uma passagem por boas “escolas” para que possa adquirir de forma empírica e vivencial, uma educação para o trabalho.
Mas se o infeliz der o azar de passar por empresas desorganizadas, com baixo padrão de qualidade no que se refere a seus processos, provavelmente esse trabalhador não terá aprendido muito no que se refere a como se trabalhar e carregará consigo sérias deficiências na sua educação para o trabalho.
Está na hora de se olhar com seriedade essa questão e não deixar por conta das empresas, ou de instituições como o Senac e Senai, a educação para o trabalho.
Nas escolas deveria ser o primeiro lugar onde o cidadão tivesse contato com as noções fundamentais de trabalho. Não é difícil e seria um assunto muito interessante para os alunos pois ao saírem da sala de aula, esbarrariam com a realidade do mundo e veriam que os conceitos de educação para o trabalho que aprendem podem ser bem mais aplicáveis do que o teorema de Pitágoras.
PS: extendo essa proposta às escolas particulares, depositárias do conhecimento das nossas classes A e B.
Me pergunto, às vezes, se as grades de ensino das escolas públicas não estão mal concebidas, deixando de ensinar conceitos que realmente deveriam ser ensinados. Enquanto no Japão se ensina o método do 5S de qualidade nas escolas, aqui entupimos os alunos com uma série de decorebas que , salvo raras exceções, não serão aplicadas na vida prática.
Por que não se criar uma disciplina chamada “educação para o trabalho”, a ser ensinada lá pela sétima ou oitava série, já preparando o aluno para a realidade de trabalho que , em breve , baterá a sua porta.. Lembrando que jovens da classe C e D costumam ingressar mais cedo no mercado de trabalho, do que os das classes A e B.
Que dizermos então dos jovens da classe E, literalmente empurrados para o trabalho desde cedo e que aprendem nos sinais de trânsito e nas ruas a matemática da vida.
Quem acaba realizando esse papel educador são as empresas, verdadeiras universidades de educação para o trabalho, as quais se apresentam nas mais diferentes nuances. Caberá ao individuo ter a sorte de ter uma passagem por boas “escolas” para que possa adquirir de forma empírica e vivencial, uma educação para o trabalho.
Mas se o infeliz der o azar de passar por empresas desorganizadas, com baixo padrão de qualidade no que se refere a seus processos, provavelmente esse trabalhador não terá aprendido muito no que se refere a como se trabalhar e carregará consigo sérias deficiências na sua educação para o trabalho.
Está na hora de se olhar com seriedade essa questão e não deixar por conta das empresas, ou de instituições como o Senac e Senai, a educação para o trabalho.
Nas escolas deveria ser o primeiro lugar onde o cidadão tivesse contato com as noções fundamentais de trabalho. Não é difícil e seria um assunto muito interessante para os alunos pois ao saírem da sala de aula, esbarrariam com a realidade do mundo e veriam que os conceitos de educação para o trabalho que aprendem podem ser bem mais aplicáveis do que o teorema de Pitágoras.
PS: extendo essa proposta às escolas particulares, depositárias do conhecimento das nossas classes A e B.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Como o pensamento de Maquiavel se aplica ao que ocorre no PSDB hoje
Hoje quero comentar um pouco sobre essa lastimável hesitação no meio tucano a respeito da candidatura José Serra.
Digo lastimável porque percebe-se que a máxima de Maquiavel, "dividir para reinar", se aplica com perfeição ao que acontece no PSDB.
No momento em que o partido possui duas fortes polarizações de poder, isso divide forças, enfraquece o candidato majoritário e abre uma ótima oportunidade para o candidato do governo, ou melhor a candidata.
Talvez nem o melhor estrategista governista pudesse ter "maquinado" uma estratégia tão eficaz de minar a campanha de Serra::dividir o partido internamente,colocar em campos opostos forças internas e. desta forma, perder sinergia.
Por mais que seu parceiro mineiro tenha aberto mão da candidatura, ficou claro semana passada que não abriu mão da polarização. Ou algum ingênuo crê que aquela multidão gritando "Äécio Presidente" não estava repleta de cabos eleitorais dele, propositalmente orientados a engrenar aquele constrangedor coro, sob o olhar incrédulo de José Serra?
Como se não bastasse, um grão-duque do PSDB nordestino ainda fez questão de frisar que "seu nome não estaria à disposição para ser vice na chapa de Serra".
Como amigos como esse, não há porque ter inimigos.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Que boa notica o STF nos deu ao não conceder a liberdade ao sr Arruda.
Que boa notica o STF nos deu ao não conceder a liberdade ao sr Arruda.
Como é bom receber um sopro de sensatez vindo da mais alta casa do Judiciário.
Fico imaginando o sentimento de decepção que traria à população se, ao invés de mantê-lo preso, o STF decidisse por sua liberdade.
Sabemos que não é essa a tradição em nosso país, mas torcemos que estejamos presenciando uma mudança histórica..
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