terça-feira, 2 de março de 2010

Apropriação indevida de conhecimento: uma praga na web?

Recentemente estive pesquisando algum material na internet para servir de recomendação de leitura  para alunos de um curso via web que estava montando.

Como o curso necessáriamente ocorreria dentro do ambiente web, nada mais natural do que oferecer referências de leitura dentro desse ambiente.

Tudo transcorreu bem nas fiquei impressionado como diversos autores de artigos simplesmente se apropriavam de idéias notóriamente conhecidas no meio do pensamento administrativo e as citavam sem qualquer referência aos autores, na sua maioria consagrados pensadores e teóricos.
 
Fiquei surpreso como diversos profissionais assinavam artigos que básicamente repetiam o senso comum da gestão empresarial e que são amplamente divulgadas na midia especializada e em livros.Não havia pensamento ou releitura naqueles artigos, mas sim uma apropriação de idéias sem nehum pudor ou constrangimento..

O minimo que se poderia esperar é que houvesse uma menção à fonte das informações,mas nem isso havia.

Um leitor leigo nos assuntos da área de gestão poderia, ao ler um desses artigos, achar que estava diante do autor daquelas idéias ou conceitos propostos nos artigos, tamanha a naturalidade com que eram mencionados.

Fiquei mais surpreso ainda que a Direção dos sites que publicam esses artigos  não tenha colocado regras editoriais que impedissem esse tipo de atitude, obrigando os autores a fazer menção às fontes autorais  originais daqueles conceitos.

Uma pena.





domingo, 28 de fevereiro de 2010

Caso João Helio: a imprensa insiste no foco errado

Semana passada, os maiores veiculos de comunicação deram destaque a um dos ex menores que participou do trágico casodo menino João Hélio.

Todos veiculos questionavam a liberação do envolvido e  o sentimento de indignação da população.

O que mais chama atenção   nesse tipo de situação é a incapacidade ( ou desinteresse) dos grandes veiculos de comunicação em focarem no real motivo dessa tragédia.:o  mercado de roubo e receptação de veiculos no Rio de Janeiro.
Esses jovens que roubaram o carro, onde se deu a tragédia do menino João Helio, só o fizeram porque tinham a quem vender o que estavam roubando.

Óbvio.   Não se rouba o que não tem valor. Em nenhum momento, desde a captura dos menores, se aprofundou a investigação para se saber a quem eles queriam vender o veiculo.

E até hoje, a imprensa, como comprova o link compartilhado, trata a questão do roubo, própriamente dito, como um detalhe da tragédia.

Afinal, a quem era endereçada aqiela encomenda? Sabe-se que aqueles jovens não tinham roubado aquele carro para assaltar um banco. Sabe-se que há um mercado paralelo de ferros-velho e oficinas de desmonte no Rio de Janeiro, que por muitos anos teve como simbolo maior a feira de Acari.

Porém a imprensa satisfaz-se em ficar apenas na superficie do tragédia, explorando o aspecto emocional e focando nos "bagrinhos". 

O que falta para haver uma imprensa investigativa que decifre o mercado ao qual esses jovens iam atender ao roubarem o carro? Por que não pegar esse caso de grande repercussão e buscar tentar puxar o fio da meada? 
Para quem eles iam repassar aquele carro?

É uma pena que não tenham  procurado responder essa pergunta.

A nós que pagamos impostos e vivemos de salário, cabe torcer para que não sejamos os próximos a alimentar esse mercado de veiculos roubador e furtados..