Que o corpo fala, todos sabemos. Aproveitar-se desse fato para fazer leituras sublimainares das notícias pode ser uma atividade interessante e reveladora.Tomemos como exemplo dois fatos que foram relevantes: a visita de Obama ao Brasil e a atitude dos japoneses no terremoto no Japão.
A foto mais emblemática da visita de Obama foi a que mostrava o prefeito Eduardo Paes, na pista do Aeroporto Santos Dumont, curvando o corpo para trás para enquadrar o presidente americano numa foto em seu celular.
Ali está estampada a informalidade característica do carioca e, em certo grau, do brasileiro, mas um observador atento poderia interpretar a postura do prefeito como um preocupante sinal de falta de postura e seriedade que, em certo grau, é observado também na cultura brasileira em diversos aspectos.
Mudemos de cena: os japoneses organizados em filas após um terremoto e um tsunami devastarem seu país. Nenhum tumulto, nenhuma desordem, uma evidente organização circundada pelo ambiente de caos e devastação.
Façamos um exercício de imaginação. Imagine o presidente Obama visitando uma Tóquio prestes a receber uma Copa do Mundo e uma Olimpíada. Alguém consegue imaginar que o prefeito da cidade estaria fazendo papel de tiete de presidente na pista de pouso com um celular na mão?
A falta de protocolo do alcaide carioca pode ser tomada como um exagero de alguém que se viu diante do presidente da nação mais poderosa do mundo, mas é injustificável.
O alerta de Joseph Blatter sobre o atraso das obras para a Copa faz uma combinação perfeita com a foto de Obama sendo tietado por Eduardo Paes. Algum estrangeiro que entenda de linguagem corporal poderia pensar: “Se o prefeito da cidade mais importante do Brasil recebe o presidente americano dessa maneira, o que se pode esperar do resto da turma?Será que eles são sérios? Será que darão conta da monumental tarefa que têm à frente?’
O que você acha?
sexta-feira, 1 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
O paradoxo árabe: o espetáculo do povo e o medo das consequências
O paradoxo árabe. Um dos aspectos mais interessantes do levante árabe que o mundo testemunha hoje é a situação paradoxal em que todos fomos colocados. De um lado, admiramo-nos pela beleza e dramaticidade da capacidade de mudança de regimes por meio da força popular. Quedas de Bastilhas, uma após a outra, demonstram que a lição dos franceses a séculos atrás permanece viva: o povo unido derruba tiranos e refaz a história.
Por outro lado, as possíveis consequências catastróficas para o equilíbrio político-econômico mundial colocam todos países em estado de alerta. O crescimento da influência iraniana na região, o risco de radicalização islâmica ao invés da democratização, as áreas estratégicas de produção petrolífera na região, o risco para Israel, a fuga em massa para a Europa, todos esses elementos adicionam dramaticidade ao espetáculo dos levantes populares a que o mundo assiste.
Com exceção dos tiranos e dos que se beneficiam de regimes opressores para se enriquecerem e se perpetuarem, o levante árabe é uma grata surpresa, ainda mais por ter sido alimentada pelos ventos da tecnologia a qual permitiu, ou, pelo menos, facilitou a mobilização em massa dos manifestantes.
Como toda crise, essa traz riscos e oportunidades e pode significar inclusive um renascimento da cultura árabe sufocada por décadas pelo jugo de ditadores e déspotas. Os ventos da liberdade sopram cada vez mais forte no Norte da África e novas lideranças surgirão ou retomarão posição de destaque, a exemplo da Irmandade Muçulmana.
Torcemos para que esses povos estejam reescrevendo uma bonita página da história da Humanidade.
Por outro lado, as possíveis consequências catastróficas para o equilíbrio político-econômico mundial colocam todos países em estado de alerta. O crescimento da influência iraniana na região, o risco de radicalização islâmica ao invés da democratização, as áreas estratégicas de produção petrolífera na região, o risco para Israel, a fuga em massa para a Europa, todos esses elementos adicionam dramaticidade ao espetáculo dos levantes populares a que o mundo assiste.
Com exceção dos tiranos e dos que se beneficiam de regimes opressores para se enriquecerem e se perpetuarem, o levante árabe é uma grata surpresa, ainda mais por ter sido alimentada pelos ventos da tecnologia a qual permitiu, ou, pelo menos, facilitou a mobilização em massa dos manifestantes.
Como toda crise, essa traz riscos e oportunidades e pode significar inclusive um renascimento da cultura árabe sufocada por décadas pelo jugo de ditadores e déspotas. Os ventos da liberdade sopram cada vez mais forte no Norte da África e novas lideranças surgirão ou retomarão posição de destaque, a exemplo da Irmandade Muçulmana.
Torcemos para que esses povos estejam reescrevendo uma bonita página da história da Humanidade.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Por que os motoristas de ônibus não param nos pontos no Rio de Janeiro?
Por que os ônibus cariocas não param nos pontos?
Por que diáriamente, em dezenas de locais diferentes no Rio de Janeiro, os motoristas de ônibus se recusam a pegar passageitos em pontos de ônibus e, simplesmente, ignoram-os?
Se você já teve oportunidade de andar de ônibus no Rio de Janeiro, já deve ter vivenciado essa experiência a qual é prática corrente e que, inclusive, abre uma brecha de oportunidade para motoristas de kombi e van.
Com certeza, essa prática não tem o apoio do "patrão", do empresário que corre o risco do negócio, paga salários e precisa maximizar receita a cada corrida de ônibus.
Essa prática, portanto, além de lesiva ao cidadão, é lesiva à empresa a qual, no final das contas, paga o salário do motorista.Então, por que ocorre?
Simples. Falta de ferramentas adequadas de gestão e follow up de desempenho. Um observador atento perceberá que a única forma de follow up feita por empresas de ônibus é ter um supervisor num ponto específico, onde, é claro, o motorista sempre pára para fiscalização.
Temos já algumas linhas com câmeras internas,mas que medirão apenas o comportamento dentro do ônibus. Essa ferramenta já criou impactos, pois o motorista se esforça em evitar que, por exemplo, entre-se pela porta de trás sem pagar.
O que falta então? Simples, se as empresas de ônibus adotarem a prática de clientes ocultos espalhados por diversos pontos da cidade poderão ter a exata dimensão do real comportamento de seus motoristas.
Se os motoristas conviverem com a eterna dúvida de terem num ponto de ônibus um possível cliente oculto, teremos uma mudança de comportamento fundamental e que se reverterá em significativos ganhos de receita.
É uma iniciativa barata e que trará resultados imediatos, desde que aplicada de forma consistente.
Por que diáriamente, em dezenas de locais diferentes no Rio de Janeiro, os motoristas de ônibus se recusam a pegar passageitos em pontos de ônibus e, simplesmente, ignoram-os?
Se você já teve oportunidade de andar de ônibus no Rio de Janeiro, já deve ter vivenciado essa experiência a qual é prática corrente e que, inclusive, abre uma brecha de oportunidade para motoristas de kombi e van.
Com certeza, essa prática não tem o apoio do "patrão", do empresário que corre o risco do negócio, paga salários e precisa maximizar receita a cada corrida de ônibus.
Essa prática, portanto, além de lesiva ao cidadão, é lesiva à empresa a qual, no final das contas, paga o salário do motorista.Então, por que ocorre?
Simples. Falta de ferramentas adequadas de gestão e follow up de desempenho. Um observador atento perceberá que a única forma de follow up feita por empresas de ônibus é ter um supervisor num ponto específico, onde, é claro, o motorista sempre pára para fiscalização.
Temos já algumas linhas com câmeras internas,mas que medirão apenas o comportamento dentro do ônibus. Essa ferramenta já criou impactos, pois o motorista se esforça em evitar que, por exemplo, entre-se pela porta de trás sem pagar.
O que falta então? Simples, se as empresas de ônibus adotarem a prática de clientes ocultos espalhados por diversos pontos da cidade poderão ter a exata dimensão do real comportamento de seus motoristas.
Se os motoristas conviverem com a eterna dúvida de terem num ponto de ônibus um possível cliente oculto, teremos uma mudança de comportamento fundamental e que se reverterá em significativos ganhos de receita.
É uma iniciativa barata e que trará resultados imediatos, desde que aplicada de forma consistente.
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Sobre a omissão da imprensa na prevenção das tragédias
Agora que a tragédia na região serrana começa, lentamente, a deixar a primeira página dos jornais e ingressa nas seções de notícias cotidianas, pode-se fazer uma análise da atitude da imprensa em referência à essa tragédia "anunciada".
Escrevo anunciada entre aspas pois não o era até que ocorreu.Apenas alguns poucos lúcidos e sensatos sinalizavam a potencial tragédia, sem serem levados a sério.
Planos de prevenção e planejamento não são tratados como uma pauta atraente pela maioria dos veículos de imprensa, com exceção das semanas imediatamente após as tragédias. As futricas da política, por exemplo, são tratadas numa dimensão muitas vezes acima de sua real importância, ocupando espaço que deveria ser destinado a conscientizar a população sobre a importância do planejamento e prevenção, temas vistos como insosos por muitas editorias.
Como a maioria dos leitores antenados deve saber, a tragédia de janeiro foi apenas a conclusão de uma série de fatores conjugados nas 2 últimas décadas que somados levaram à uma extrema fragilidade diante de um volume colossal de chuvas num período curto de horas.
Como muitos de nós poderemos concluir em breve, infelizmente em poucas semanas a imprensa deixará para suas últimas páginas as notícias sobre a prevenção contra a tragédia ocorrida. Foi assim com Angra, é assim com Minas Gerais todos anos e não vejo motivos para crer que será diferente com a Região Serrana.
Infelizmente, somos imediatistas, míopes e irresponsáveis.
Afinal já reiniciaram os campeonatos estaduais de futebol, em breve vem o Brasileirão e, logo à frente, a Libertadores.Essas sim são pautas de primeira página o ano todo.
Escrevo anunciada entre aspas pois não o era até que ocorreu.Apenas alguns poucos lúcidos e sensatos sinalizavam a potencial tragédia, sem serem levados a sério.
Planos de prevenção e planejamento não são tratados como uma pauta atraente pela maioria dos veículos de imprensa, com exceção das semanas imediatamente após as tragédias. As futricas da política, por exemplo, são tratadas numa dimensão muitas vezes acima de sua real importância, ocupando espaço que deveria ser destinado a conscientizar a população sobre a importância do planejamento e prevenção, temas vistos como insosos por muitas editorias.
Como a maioria dos leitores antenados deve saber, a tragédia de janeiro foi apenas a conclusão de uma série de fatores conjugados nas 2 últimas décadas que somados levaram à uma extrema fragilidade diante de um volume colossal de chuvas num período curto de horas.
Como muitos de nós poderemos concluir em breve, infelizmente em poucas semanas a imprensa deixará para suas últimas páginas as notícias sobre a prevenção contra a tragédia ocorrida. Foi assim com Angra, é assim com Minas Gerais todos anos e não vejo motivos para crer que será diferente com a Região Serrana.
Infelizmente, somos imediatistas, míopes e irresponsáveis.
Afinal já reiniciaram os campeonatos estaduais de futebol, em breve vem o Brasileirão e, logo à frente, a Libertadores.Essas sim são pautas de primeira página o ano todo.
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Qual será o estilo de liderança da Dilma?
A minha aposta, pode ser que eu esteja enganado, é que em pouco tempo a nova Presidente buscará descolar seu estilo de governo do estilo Lula.
Como perfil de liderança, seu estilo é bem diferenciado do seu antecessor e será interesante observamos alguns aspectos nos próximos 12 meses.Vejamos alguns deles.
Assertividade: Dilma demosntra ser bem mais assertiva que Lula na relação interpessoal e, possivelmente, bem menos flexível.
Flexibilidade: talvez a maior dúvida quanto à Presidenta, porém esse atributo foi levado ao extremo por Lula, o que também não foi bom para o seu Governo.
Negociação: Dilma perderá menos tempo tentando agradar a todos, o que aliás será bastante necessário, devido à péssima herança de negociatas políticas deixadas por seu antecessor.
Disciplina e foco:ao contrário de seu antecessor, ela tem muita facildiade na condução de reuniões e tem perfil típico de executora, ou executiva. A máquina estatal continuará andando, talvez até de forma mais eficiente.
Alinhamento ideológico: salvo minha intuição esteja enganada, Dilma reverá certos posicionamentos da diplomacia junto a ditadores e promoverá uma aproximação com os EUA.
Continuidade: essa é fácil.A última reunião do Copom e a apresentação do orçamento 2011 já responderam: tesoura nos gastos do PAC.
Pragmatismo: é a grande dúvida: será um pragmatismo petista, com José Dirceu à frente ao que tudo indica.Será um governo para poucos e afortunados do núcleo petista e "amigos"? O tempo dirá.
Como perfil de liderança, seu estilo é bem diferenciado do seu antecessor e será interesante observamos alguns aspectos nos próximos 12 meses.Vejamos alguns deles.
Assertividade: Dilma demosntra ser bem mais assertiva que Lula na relação interpessoal e, possivelmente, bem menos flexível.
Flexibilidade: talvez a maior dúvida quanto à Presidenta, porém esse atributo foi levado ao extremo por Lula, o que também não foi bom para o seu Governo.
Negociação: Dilma perderá menos tempo tentando agradar a todos, o que aliás será bastante necessário, devido à péssima herança de negociatas políticas deixadas por seu antecessor.
Disciplina e foco:ao contrário de seu antecessor, ela tem muita facildiade na condução de reuniões e tem perfil típico de executora, ou executiva. A máquina estatal continuará andando, talvez até de forma mais eficiente.
Alinhamento ideológico: salvo minha intuição esteja enganada, Dilma reverá certos posicionamentos da diplomacia junto a ditadores e promoverá uma aproximação com os EUA.
Continuidade: essa é fácil.A última reunião do Copom e a apresentação do orçamento 2011 já responderam: tesoura nos gastos do PAC.
Pragmatismo: é a grande dúvida: será um pragmatismo petista, com José Dirceu à frente ao que tudo indica.Será um governo para poucos e afortunados do núcleo petista e "amigos"? O tempo dirá.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
O dia D no Rio: um marco histórico
O fato mais relevante do Dia D, como é chamado o dia da invasão da Vila Cruzeiro pelas forças integradas da PM, Bope, PF e Forças Armadas é que pela primeira vez, nos ultimos 30 anos de história moderna brasileira foi deflagrada uma operação de tamanho vulto com todas forças integradas.
A imagem dos traficantes fugindo morro acima se tornou emblemática da maior quebra de paradigma que a socidade brasileira já viveu em relação ao crime pseudo organizado: a de sua invulnerabilidade e sua inacessibilidade.
Compartilho com todos minha alegria por esse momento histórico que vive nosso país e que certamente servirá de aprendizado para operações de igual vulto em outros locais onde o tráfico se considera inatingível.
ps: apenas para não passar em branco: como pôde Aécio Neves dar um banho de votos na sua eleição e não conseguir transferir esses votos para Serra no segundo turno?
Esse foi um fenômeno muito interessante em termos de liderança.
A imagem dos traficantes fugindo morro acima se tornou emblemática da maior quebra de paradigma que a socidade brasileira já viveu em relação ao crime pseudo organizado: a de sua invulnerabilidade e sua inacessibilidade.
Compartilho com todos minha alegria por esse momento histórico que vive nosso país e que certamente servirá de aprendizado para operações de igual vulto em outros locais onde o tráfico se considera inatingível.
ps: apenas para não passar em branco: como pôde Aécio Neves dar um banho de votos na sua eleição e não conseguir transferir esses votos para Serra no segundo turno?
Esse foi um fenômeno muito interessante em termos de liderança.
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
Por que essas eleições serão um marco histórico
Temos motivos de sobra para crer que essas eleições presidenciais de 2010 serão um marco histórico para nosso país, veja porque:
1) as pesquisas eleitorais se mostraram totalmente erradas na previsão de resultados de primeiro turno o que as colocou numa situação de descrédito sem precedentes.
2) pela primeira vez, em nossa história moderna brasileira, uma empresa privada da imprensa assume publicamente sua preferência por um candidato especifico em detrimento a outro candidato. Foi o caso da Folha de São Paulo que, em editorial, se posicionou contra Dilma e a favor de Serra.
3)Os ambientalistas do PV perderam a oportunidade histórica de se posicionar claramente à população e optaram por ficar em cima do muro, numa atitude que nos lembra bastante a estratégia do PMDB em outras eleições.
4)A religião entrou definitivamente na questão de ordem dos politicos e os evangélicos deram demonstração de força inequivoca ao se transfromarem em fiel da balança.
5)Nunca antes na história desse país um presidente tinha se engajado tão descaradamente na missão de eleger seu sucessor.
6)Artistas que foram históricamente a favor da liberdade e contrários à ditadura fecham os olhos aos escândalos de corrupção e fazem manifesto de apoio à candidata do governo atual. Quem diria há 20 anos atrás que Chico Buarque apoiaria publicamente um governo tão atolado em escândalos como o atual? O que o interesse econômico-financeiro não faz...
1) as pesquisas eleitorais se mostraram totalmente erradas na previsão de resultados de primeiro turno o que as colocou numa situação de descrédito sem precedentes.
2) pela primeira vez, em nossa história moderna brasileira, uma empresa privada da imprensa assume publicamente sua preferência por um candidato especifico em detrimento a outro candidato. Foi o caso da Folha de São Paulo que, em editorial, se posicionou contra Dilma e a favor de Serra.
3)Os ambientalistas do PV perderam a oportunidade histórica de se posicionar claramente à população e optaram por ficar em cima do muro, numa atitude que nos lembra bastante a estratégia do PMDB em outras eleições.
4)A religião entrou definitivamente na questão de ordem dos politicos e os evangélicos deram demonstração de força inequivoca ao se transfromarem em fiel da balança.
5)Nunca antes na história desse país um presidente tinha se engajado tão descaradamente na missão de eleger seu sucessor.
6)Artistas que foram históricamente a favor da liberdade e contrários à ditadura fecham os olhos aos escândalos de corrupção e fazem manifesto de apoio à candidata do governo atual. Quem diria há 20 anos atrás que Chico Buarque apoiaria publicamente um governo tão atolado em escândalos como o atual? O que o interesse econômico-financeiro não faz...
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